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Turuna de Parlamento

O site do deputado Nereu Moura, líder do PMDB na Assembleia Legislativa, reproduz poema do escritor, poeta e trovador e cantor gospel, Nabuco Portes. Natural do município de Mariópolis, o escritor reside atualmente em Cascavel.

Abaixo o íntegra do poema, publicado originalmente no livro “Tropel de Guapos”, editado por Nabuco Portes em 2004:

Turuna de Parlamento
Nabuco Portes

Deputado, Nereu Moura,
Turuna de parlamento
Referência de talento,
e índole imorredoura,
Tem por mola propulsora
O entusiasmo sobejo,
Nunca vi, de mais andejo,
Sem atropelo, com calma,
Vou contar abrindo a alma,
De que jeito é que eu te vejo.

Qual um mastro de bandeira,
Ereto, exposto ao relento.
Não tem mormaço e nem vento,
Que se lhe acenda a canseira.
Vem de trincheira, em trincheira,
Peleando pela verdade,
Na mais chucra austeridade,
Alistou-se em meio ao pário,
Como eterno voluntário,
No quartel da liberdade.

Não por que atice a peleia,
Ou extremado estoicismo;
Mas por dever, e civismo,
Onde vê confronto, apeia…
é o sangue que corcoveia,
no fervilhar da batalha.
Não hay ouro, nem medalha,
Que lhe desvie a conduta
E tem por lema, ante a disputa:
Jamais depor a metralha.

Não foi as lições do Abade,
Nem os sonhos de poeta
Quem deu-lhe, a postura reta,
E exemplo, em dignidade;
Mas lá, na primeira idade,
Mateando ao pé de um tição,
Ouviu lição, por lição,
Era o Pai, lhe dando a dica:
Quem tem honra, não se achica,
Nem peleia, sem razão.

Princípios que lhe dirigem,
Como potro em campo aberto,
Apontando o rumo certo,
dos bebedouros na origem.
Contratempos não lhe afligem,
Nem diz, que diz, causa espanto.
Mui cauteloso, entretanto,
Com choro, e falsa ousadia,
Experiência, lhes diria,
De quem vai, por todo canto…

Conhece as voltas do mundo,
E as manhas de caborteiro.
Sabe quem é companheiro,
Ou quem não é, num segundo.
Olhando as vezes pro fundo,
Duma questão, em retovo,
Aqui está ele, de novo,
lembrando o que disse o velho:
Na dúvida, eu te aconselho,
Fica, do lado do povo!

E deste jeito, ele vai,
Qual um soldado, incansável,
Fronte erguida, inabalável,
Guapo esteio, que não cai,
Tem nos exemplos do pai,
A orientação genuína,
Rigorosa disciplina,
De inquebrantável firmeza,
Engole alguma proeza,
Mas nunca se contamina.

Dos ranchos de chão batido,
Aos embates na tribuna,
Vê-se o gesto de um turuna
Sobejamente aguerrido.
Jamais se dá, por vencido,
A própria estirpe dá conta.
Conhece o pingo que monta,
E o que lhe espera lá adiante,
Na visão de comandante
Não muda o rumo que aponta.

Nereu Moura, Deputado,
Da maioria indefesa;
Pela postura, a certeza
Que está sempre ao nosso lado.
Teu nome será um legado,
pras futuras gerações,
– muito mais, do que os brasões,
honrando à quem tudo pode;-
em sendo esta voz que acode
as nossas indagações.

Eu que o conheço, e lhe sigo
As pegadas, campo a fora,
Me acho à vontade agora,
Nesta pajada que digo;
Retrucando um inimigo,
Que recalcado o critica,
A diferença que fica,
É que este parlamentar,
Dá banquete à caviar,
Por um leite, com canjica.

Prova guasca, de respeito
E apego as suas raízes.
Jamais lhe acharão deslizes,
Campeie a quem der direito.
Mais lindo é vê-lo, no eito,
Antes do cantar do galo;
Me arrepio, quando falo,
que por amor ao seu chão,
Troca poltrona de avião,
Pelo lombo de um cavalo.

Este homem se fez grande,
Não pelo quero, ou vaidade,
Mas por fazer da humildade
A bússola, de onde ande.
Assim o taura se expande
com liderança ascendente,
E se vai naturalmente,
Em busca do que procura,
Traduzindo com bravura,
As ânsias da nossa gente.

Aqui me paro em vigília,
– sem nunca pegar no sono –
em guarnição ao seu trono
que tem por base a família.
É a Moura chama, caudilha,
Que ao parlamento acendeu
E acesa permaneceu,
Por isso, a bradar prossigo:
Só não aplaude o que eu digo,
Quem não conhece o Nereu.

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taura