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Inoperante, empresa ligada à Secretaria da Fazenda do Paraná lesa os cofres públicos em quase R$ 2 milhões

Foto: AEN

A Companhia Paranaense de Securitização foi constituída para vender créditos do governo do Paraná com descontos generosos na Bolsa de Valores. A criação da PRSEC foi autorizada em 2015 em um dos pacotaços de Beto Richa, mas está inoperante por decisão do Tribunal de Contas do Paraná. Os motivos? Desconformidade com a lei e falta de transparência.

Mesmo fora de operação, a Estatal, vinculada à Secretaria da Fazenda, com sede no prédio da SEFA, em Curitiba, tem causado prejuízos aos cofres públicos.

O total “desperdiçado” até agora é de quase R$ 2 milhões. Só nos últimos três meses, o déficit da Companhia foi de R$208 mil – grande parte deste montante para pagar os salários da diretoria e demais funcionários, entre eles o secretário da Fazenda Mauro Ricardo Costa, que é sócio do Estado na PRSEC. Costa que possui  salário “pomposo” e sigiloso. O assunto é tabu. Quando questionado na Assembleia Legislativa, no início do ano, tentou escapar como pôde.  Encurralado, afirmou receber cerca de 27 mil reais por mês para administrar as contas do Estado e pelas cadeiras em conselhos de nove empresas públicas. O valor, no entanto, seria muito maior, mais de R$ 100 mil.

A participação em outro conselho, o de Controle das Empresas Estaduais, chama atenção. Mauro Ricardo  é presidente do CCEE, criado por Richa para avaliar o desempenho das empresas públicas.

“Será que não se deram conta de que a PRSEC está causando prejuízo aos cofres públicos? Creio que “esqueceram” de fazer essa análise porque esse governo apenas se preocupa em lesar o povo, aumentando impostos, como fez recentemente com nova alta do ICMS, e o funcionalismo, ao não pagar reposição da inflação”, dispara o deputado estadual Nereu Moura.

A afronta não para por aí. Depois de dois anos de prejuízo, a Paraná Securitização votou reajuste de 16,7% no montante de remuneração da diretoria da Estatal, mais de três vezes superior ao INPC acumulado no período, de 4,57%.

Nereu Moura quer saber por qual a motivo a Companhia permanece distribuindo dinheiro público aos diretores,   mesmo com parecer prévio do Tribunal de Contas do Paraná determinando a cessão dos trabalhos. O questionamento é endereçado ao presidente do TCE, o conselheiro José Durval Mattos do Amaral.